"Acaba logo 2017 que já deu"

setembro 07, 2017

Mês de setembro começando e já posso ouvir em uníssono: "Meu Deus, o ano está acabando. Como o tempo passou rápido". E paralelo a isso, ouço também a música da Simone de fim de ano. Exagerada eu? Possivelmente.

Aproveitando, então, essa desesperadora (para alguns) canção, inicio a nossa reflexão de hoje: Mais da metade do ano se foi, e o que você fez? 

Bom, vou narrar alguns acontecimentos particulares, como de costume, para que juntos possamos ir recordando nossos feitos dos últimos meses. Caso não se recorde de nada... Mantenha a calma! Vamos falar disso ao longo do texto também.



Esse 2017 chegou com tudo. Algumas decepções logo nos primeiros meses, uns probleminhas de saúde em seguida, e "BUM", lá se foi todo um planejamento cheio de metas e objetivos. Resultado? Tive que manter a calma, passar pelo desconforto das expectativas frustradas, e readaptar todo meu planejamento, o que, consequentemente, me obrigou a fazer coisas que eu não esperava fazer, e que na verdade, eu nem queria.

Para os loucos por planejamento e organização, preciso nem dizer que mudanças de planos são um tanto quanto desagradáveis, apesar de necessárias. Comecei bem, né?

Geralmente, quando acontecem turbulências logo no início do ano, chuto que 60% das pessoas já desistem ali mesmo de todos os sonhos e projetos, colocando a culpa no acaso, e decidindo recomeçar apenas no ano que vem. Assim, passam o resto do ano repetindo o mantra: "Acaba logo 2017 que já deu". 
Perfeitamente comum esse pensamento, e eu sempre estive na faixa dos 60%, e achei que ia permanecer nela, se não fossem os anjos que apareceram em minha vida para me ajudarem a levantar.

Pois bem, passada a primeira tempestade do ano, as coisas, incrivelmente, começaram a fazer sentido. Os "nãos" que eu havia recebido se transformaram em perfeitas proteções. De repente, me vi agradecendo pelas quedas, pois quando passaram as primeiras pontadas de dor, pude enxergar amortecedores disfarçados de abraços. Senti um alívio. Imagine se eles não estivessem lá?

Não demorou e logo começaram a surgir as pequenas conquistas. Não foram muitas, mas foram o suficiente para encherem o meu peito de gratidão. 
Eu, finalmente, depois de tanto postergar, comecei a estudar Inglês. Não fazia parte do meu plano, mas acolhi com muito amor. Em seguida, obtive uma promoção salarial que estava em trâmite desde o ano passado. Achei que nunca ia sair. 
Completei 25 anos, e no meu aniversário, o que aconteceu? Ganhei de presente a oportunidade de fazer um MBA que eu estava namorando há tempos.

Das conquistas por meio da dor, posso citar como exemplo, a união da minha família pela internação da minha mãe. Não faz muito tempo, e a mamis precisou ficar internada por uns 5 dias no hospital. Ela teve algumas complicações na sua saúde. Fiquei bastante apreensiva no início, óbvio, mas preciso reconhecer que foi passando as noites numa cadeira de hospital que pude dar mais valor a mãe que eu tenho, e me aproximar mais da minha família. A gente se revezava para ficar com a mamis, e nessa movimentação, os olhares cúmplices que há muito não tínhamos, retomaram o vigor.

Como a correria do dia-a-dia nos roubava do essencial! Foi um grande aprendizado, e uma grande alegria também. Eu ficava feliz por dormir no hospital, ficava feliz por ver meu pai chegar para me dar descanso. Ficava feliz quando minha irmã de São Paulo ligava para saber como estavam as coisas. Ficava feliz quando minha irmã de perto me rendia, para eu dormir um pouco. Ficava feliz em ver a preocupação das pessoas próximas, e que até intercediam em oração pela saúde da mamis. 
E como tudo na vida passa, esse momento também passou. A mamis está bem, estamos bem. Foi difícil? Certamente. Poderia ter pedido para 2017 acabar logo? Poderia. Contudo, preferi dar valor às pequenas coisas e resignificar tudo.

E se tem uma coisa que aprendi até o momento, com tudo o que me aconteceu, é aproveitar melhor o tempo com as pessoas que eu amo e agradecer mais. Agradecer pelo sorriso da atendente do caixa do supermercado, agradecer pela bala que o seu João me deu, agradecer pelos abraços surpresas da afilhada, agradecer pelos tapas que me fizeram acordar, agradecer pelos tropeços que me fizeram abrir os olhos... Agradecer!

Estou certa de que você deve ter se lembrado de suas conquistas. Um filme deve ter passado pela sua cabeça. Dor, tristeza, alegria, júbilo. Agradeceu? Não? Faça esse exercício! Não fez memória dos seus dias até aqui? Faça agora, e aproveite a oportunidade para escrever uma lista de gratidão.

Não aconteceu nada que pudesse agradecer? Calma, ainda faltam praticamente 4 meses para o ano acabar. Aproximadamente 120 dias, umas 2880 horas. É tempo. É um tempo que não podemos perder. Tempo que não volta mais. Tempo que a gente reclama que corre. Tempo que a gente não sabe se vai ter amanhã.

Portanto, recomece seus planos hoje. Está esperando um momento propício? Vou te dizer qual é: O agora! Cada dia da sua vida pode ser o seu Ano Novo.
O que você prometeu em 2017 que faria este ano e ainda não conseguiu fazer? O que você deseja e ainda não teve coragem de por em prática? O tempo é o agora.

Quem é da minha época, provavelmente deve ter se lembrado da canção da Pitty: "Não deixe nada pra depois, não deixe o tempo passar, não deixe nada pra semana que vem, porque semana que vem pode nem chegar". É este movimento. Não um simples carpe diem a revelia, de fazer só o que gosta e o que dá prazer, mas um aproveitar o dia com sentido, tomando decisões acertadas, prudentes, se ofertando às pessoas ao seu redor, inserindo vidas na sua vida, amando, sofrendo, chorando, cantando.

Vivendo.


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Créditos de texto e imagem à Juliana Wulpi, autora deste blog. 


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