História da alma em poesia e canção

outubro 07, 2016

Esses dias atrás, eu contei, em forma de música, a minha história pessoal de encontro com Deus. A letra é bem simples, mas nas entrelinhas, ela diz muito mais do que aparenta.

Como muitos leitores ainda não me conhecem, tomei a liberdade de contar aqui no blog a minha experiência, utilizando a letra desta canção que eu compus, detalhando cada estrofe.

Conhecer a história deste encontro é conhecer a mim, pois considero que, só passei a existir depois deste marco na minha vida. 

Encontro com Deus


“Te encontrei  no sol da manhã, tão cálido a me tocar, tão sereno e eu pude notar”

Minha primeira experiência foi com a natureza e estes versos expressam bem a sutileza deste primeiro encontro. Mesmo simples, mesmo sereno, foi possível notar. Sempre esperei grandes ações de Deus, coisas esplendorosas, talvez por isso tenha tardado a encontrá-lo, mas quando me libertei dessas ideias, foi inevitável sentir sua presença. Depois pensei no quão óbvia é a simplicidade Dele. O que esperar de um Rei que se faz pobre, que se deixa encontrar?

“Te avistei num simples olhar, do pequeno que me falava de um abraço que eu iria ganhar”

E esta foi uma experiência mais concreta, pessoal. O pequeno, na verdade, era uma simples pregadora, que falava com muita humildade e confiança do amor de Deus e de como Ele poderia mudar minha vida. Aquelas palavras mexeram tanto comigo, que antes mesmo de receber o abraço, já no olhar dela, eu senti uma transformação.

“E neste abraço eu aprendi o que é viver e o que é se fazer valer”

Com os braços cruzados, num gesto de abraçar o próprio corpo, eu senti um calor que ia além do meu, uma presença que ia além da minha, mãos e braços que iam além dos meus. Fisicamente só eu estava ali, mas, espiritualmente, minha alma se encontrava com o Seu Espírito num abraço profundo. Naquele momento ápice, único e ímpar eu descobri o quanto era amada, por mais que já tivesse sido marcada pelo desamor e frieza humana ao longo da minha, até então, insignificante vida. 
Neste abraço eu descobri o meu valor, o sentido da minha existência. De alguma forma misteriosa, Ele, Deus, queria que eu propagasse o seu amor e proporcionasse essa mesma experiência, inexplicável, aos que sofrem por não o conhecerem.

“Eu tentei ter minha história, mas descobri: Minha, eu não tenho, eu tenho a nossa”

Depois daquele abraço vital, muitos perceberam que a Juliana extremamente arrogante, vaidosa e rancorosa, havia dado lugar a uma Juliana mais tranquila, simples e serena. Aquele encontro jamais poderia ser fruto da minha imaginação. Algo tão frutuoso assim, não poderia ser considerado abstrato.

Nas correrias do dia-a-dia, nos problemas rotineiros, acabei deixando a chama do encontro inicial se apagar, e passei a “tentar” levar uma vida de forma singular. Nessas vãs tentativas, meu coração se enchia de saudade e eu voltava. Numa dessas voltas, eu entendi que não dava mais pra viver por mim apenas. Eu precisava viver por Ele, com Ele e para Ele. Não existia mais EU, existia NÓS. Como ignorar tão valoroso e significante abraço?

“E o que é nosso é do outro. E do meu nada Ele fez tudo”

Na nossa caminhada, descobri que viver é dar-se, doar-se, assim como Ele fez na cruz. Pela sua morte Ele me deu vida. E o que fazer com tanto amor? Transbordar! Da nossa relação, do amor mútuo, comecei a amar o próximo e a viver em função destes. Ainda tenho muito a aprender com Ele sobre amor, mas a cada “doação” que faço ao outro vou adentrando este mistério. 
Numa destas trocas intensas de amor, me vi desfrutando de dons sobrenaturais, conseguindo ajudar, com mais precisão, aos mais necessitados. Milagrosamente, eu, tão pequena e fraca, comecei a ser canal de sua poderosa graça.

“Eu demorei, mas te achei, e na sua ausência, não sei existir”

Busquei em lugares que não deveria, errei querendo acertar e tentei muitas vezes matar a sede que eu tinha Dele, em fontes medíocres. Perdi a dignidade, sofri e fiz outras pessoas sofrerem, até que me deparei com o rio de água viva que vinha Dele. Ah, como eu demorei a encontrar este rio. Como eu demorei a receber aquele abraço. Hoje, eu vejo que todo sofrimento e angústia vividos, só me fizeram compreender que sem passar pelo mal, eu jamais teria dado valor ao sumo bem. 

Sei que tudo isso parece absurdo, e por mais que eu tente explicar, nada fará sentido. Esta é a minha história e a minha experiência. Ela é completamente intransferível. Mas o que posso dizer com clareza é que, enfim, descobri a Felicidade que não passa, e com Ele sigo até o fim.
  
A canção você encontra no Facebook, na página do Blog Apascentando. Faça uma visita lá, e aproveite para curtir a página, que diariamente vou compartilhando meus sentimentos por lá.
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Post escrito por Juliana Wulpi, autora deste blog.

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2 comentários

  1. Que história lindaaa!!! Não sei lidar com essas coisas. Mas uma coisa eu sei: Deus faz tudo com perfeição e na hora certa. Eu precisava ler isso. Obrigada, obrigada, obrigada! Deus abençoe! ����

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    1. Oi Ingrid!! Bom saber que esta história de alguma forma te tocou. Deus é muito simples, extremamente simples.

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